terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sem explicação, ordem e motivo, me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa. Não sei se é uma alegria herdada, uma alegria que esbarrou em mim e que me salvou de ter pensado demais para devolvê-la. Uma alegria que é muscular, como se o ar fosse uma guitarra encordoando o ar, e houvesse um amor me pedindo para falar baixo nos ouvidos ou uma criança me chamando pelo apelido que esqueci. Uma alegria sem dono, que poderia ser uma ovelha de água, uma orelha de mar, um poço com hálito de café, uma figueira entranhada de pedras, o barulho alaranjado do portão que denuncia a visita, a tosse do fogo, as ervas e suas cartas datilografadas sem acento. Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la.

É sempre assim, no final as pessoas sempre vão, você sempre fica entre o “esperar e o esquecer”, eu diria que isso é uma das coisas mais tristes que pode acontecer, quando você se importa demais para observá-los sempre à sua frente, ou quando você diz não se importar, por medo que ninguém se importe. Sabe qual é a pior parte? Você tem medo, você acaba tendo medo de tudo, diz que superou, e se isso te fizer se sentir melhor, não é pecado. Depois, você vai ter sorte se conseguir achar alguém que se coloque no lugar onde aquela outra pessoa costumava estar, você vai continuar sentindo falta, mas, talvez passe, talvez.

Eu? Eu sou como uma bomba nuclear, pronta para explodir a qualquer momento. Eu nunca me libertei de tudo, nunca chorei quando foi preciso, eu só guardo, guardo tudo pra mim. Foram poucas as vezes que chorei por um amor mal acabado, ou por um amor não correspondido, não chorei quando me senti mal, por algo que me disseram ou por algo que não me deixaram fazer ou dizer. Eu sou assim, vivo guardando tudo para mim, mas eu quando eu explodir, sugiro que ninguém esteja por perto.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Quer um conselho? Invista no que te faz bem. Eu sei que correr atrás da felicidade é a mesma coisa que tentar alcançar um carro à 80km/h à pé, mas é aí que está o X da questão: Por que ir pelo caminho longo se você pode usar os atalhos? As pessoas perdem tempo demais querendo o difícil pensando que a recompensa será mais valiosa, mas o que é melhor do que ser feliz? Nada. Então use os atalhos, é esse o meu conselho. Escale o muro que te separa do que você realmente quer, por mais alto que ele for e pule, dê de cara com a felicidade e diga “agora eu te peguei, mocinha”.

Sempre fui a bagunça sem jeito, o estrago sem conserto, a ciumenta possessiva, a fera indomável. Sempre fui a imperfeição de defeitos, sempre fui o vento uivante de inverno, o frio que congela a alma, a dor da cicatriz do amor, sempre fui a perdição total, o caminho errado, o amor não reciproco. Sempre fui o caminho mais curto porém o mais perigoso, sempre fui a intensidade de amar, a parte que não recebia o amor, sempre fui uma confusão de pensamentos, as palavras soltas ao vento, sempre fui a confusão do momento. Sempre fui o medo do perigo, e até mesmo sempre fui o coração partido.

Não precisa ligar o dia todo, mas liga pelo menos uma vez e diz como você tá. Não precisa passar todas as horas me mandando uma sms, mas manda uma só dizendo apenas um “oi”. Não precisa me ver todos os dias, mas vem pelo menos um dia pra eu saber que posso sentir seu abraço. Não precisa dizer toda hora o que sente por mim, mas diz pelo menos uma vez que me quer como eu te quero. Não precisa ser perfeito, basta ser a gente. Não precisa tá grudado, basta saber que você ainda tá comigo. Não precisa ser eu e você, precisa ser “nós”.
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