sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Daquele escuro e vazio sentimento, só sobraram os lamentos que o tempo não pôde apagar. Sobraram as lástimas dos erros cometidos, os lençóis amarrotados que ainda não tive coragem de arrumar. Sobrou o luto das lágrimas que morreram ao se quebrar em minha volta, e os gritos desafinados de minha alma trêmula sobre o sofá da sala, fria, encolhida pelos assombros de sua ausência. Do amor, restou-se a dor de não poder mais amar. Do mar, sobrou as praias desertas sem barcos para velejar. De mim, sobrou apenas o inevitável. O fim. O velho e desentendido destino de quem ama demais.

Aprendi que se aprende errando. Que crescer não significa fazer aniversário. Que o silêncio é a melhor resposta quando se ouve uma bobagem. Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro. Que amigos a gente conquista mostrando o que somos. Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim. Que a maldade pode se esconder atrás de uma bela face. Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura ela. Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada. Que a natureza é a coisa mais bela na vida. Que amar significa se dar por inteiro. Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos. Que se pode conversar com estrelas. Que se pode confessar com a lua. Que se pode viajar além do infinito. Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde. Que dar carinho também faz… Que sonhar é preciso. Que se deve ser criança a vida toda. Que nosso ser é livre. Que Deus não proíbe nada em nome do amor. Que o julgamento alheio não é importante. Que o que realmente importa é a paz interior. E finalmente, aprendi que não se pode morrer, pra se aprender a viver.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Nossa história começou cedo, e acabou rápido demais. Claro que eu queria continuar, mas já que você resolveu sumir, eu resolvi te ajudar mostrando uma falsa compreenção. Cavamos nossa própria cova. E agora só nos resta lamentar a dor de não termos conseguido lidar com a felicidade de ter um perto do outro. Confissões destrutivas e palavras fatais. Sim, eu te afastei de mim, mas tudo o que eu mais queria era te levar comigo. É a velha história trágica que sempre vai deixar seus planos pela metade, e sempre sentiremos saudades de momentos que nunca vivemos. E essas saudades são as piores.

A gente esquece sim, mas demora um tempinho pra isso. Tudo bem, acontece. Nem sempre as expectativas são correspondidas, na verdade pessoas foram feitas para quebrar promessas. Por bem, por mal. Sem intenções ou só por diversão. Todo mundo, todo mundo mesmo já disse alguma coisa que não pôde cumprir. “Eu nunca mais vou ligar”, ou “nunca mais vou responder suas mensagens”. No fim de tudo a gente mesmo acaba se contradizendo, e quebrando as promessas que nós mesmos fazemos.

Eu não entendo a gente. Um dia estamos bem, e no outro igual cão e gato. Um dia falamos mil palavras de amor, e no outro mil e um xingamentos. Tem dias que passamos o dia todo nos falando, e tem dias que não trocamos nem sequer um “A”. Hoje você se preocupa, e amanhã nem lembra da minha existência. Hoje é amor, e amanhã nem sei mais o que é. Talvez saudade, ou talvez nem isso. Não, eu não entendo a gente. E nem quero. Tenho medo de entender e não sentir mais nada.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012

É que de longe, todo romance parece ser perfeito. Não tem brigas, nem ciúme, não tem desentendimento ou qualquer tipo de discórdia. Ninguém sabe o que se passa dentro de um relacionamento a dois. Comédias românticas e filmes da disney nós fizeram acreditar desde pequenos que, todo mundo tem um final feliz, que a vida é linda e não existe abismos escuros. Tudo parece ser tão fácil. Não fique chateado se sua vida não agir de acordo com a tv. Essas ficções, como o próprio nome diz, são apenas ficções.
“O problema é que queremos que as pessoas entendam como estamos nos sentindo, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure. Vamos embora na intenção de que nos peçam pra ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam. É confuso, é complicado. O problema é sermos humanos, o problema é termos sentimentos.”
— Querido John.

Eu sei que eu nunca fui a melhor pessoa do mundo. Nunca fui a que tive mais paciência, nem a que compreendi mais ou senti menos ciúmes. Sei, também, que sempre falei muitas palavras duras, diversas vezes, sem pensar no efeito ou estrago que elas poderiam fazer. Sei que nem sempre aceito que as coisas não sejam do meu jeito, que eu sempre quero estar no controle de tudo. Nos meus sentimentos e, mesmo sem um pingo de maldade, ter controle nos sentimentos dos outros, também. Como se eu pudesse, como se eu tivesse algum direito. Sei que eu erro muito, todo dia. Por mais que eu me esforce cada vez mais para ser um pouquinho melhor. Comigo e com os outros, principalmente. E sei, também, que nem sempre eu consigo. Que, por mais que eu tenha mudado e melhorado, meu orgulho ainda se faz presente nas minhas não-ações e nas minhas não-atitudes. E sei que, por mais que eu tenha aprendido a ser menos dura ou menos irônica, eu ainda magoo muitas pessoas que só querem o meu bem, por ser cabeça dura demais e não saber escutar o que os outros têm a me dizer. E não é nem por maldade, não. Talvez, seja medo. Medo de me decepcionar, como aconteceu inúmeras vezes. Medo de me entregar e, no final de tudo, perceber que nem valeu tanto à pena me esforçar para ser melhor. Porque eu sempre acabo sendo pouco, quase nada. E isso cansa.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O que revistas femininas deveriam receitar é: não acredite em tudo o que ouve. Nem em tudo que dizem. Suspenda a descrença quando quiser prazer. Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Faça coisas que nunca imaginou antes. Não minta, nem conte toda verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem.

O “gostar” passa a ser “amor” quando você não gosta só do rostinho bonito e das qualidades que a pessoa tem. Passa a ser amor quando você gosta do timbre da voz, do som da risada, dos defeitos que até parecem bons; você passa a aceitar o ciúme que antes achava exagerado, e mais do que isso, passa a gostar e achar “fofinho”. Passa a ser amor a partir do momento em que você olha pra pessoa, inteira, com todos os lados bons e ruins, e pensa que não existe mais ninguém assim. E não existe, você sabe.

Bonitas são as coisas que vem de dentro, as palavras simples e significativas. Bonito é um sorriso sincero e verdadeiro, é um brilho no olhar. Bonita é a vida, que vive nos dando oportunidades de correr atrás de nossos sonhos. Bonito é sonhar e acreditar que é capaz, é ser realista sem ser cruel, é aceitar o mundo e suas diferenças. Bonito é um dia de sol depois de uma longa tempestade, é chorar quando sente vontade. Bonito é admitir o medo, porém mais bonito ainda é ter a coragem de vencê-lo. Enfim, bonito é aceitar-se com seus defeitos e qualidades, é ser você, do jeito que realmente é.
domingo, 16 de setembro de 2012

É uma pena, as pessoas confundem afeição com paixão, carinho com cuidado, aquela batida mais forte e os embrulhos no estomago com amor, então, elas acham que viveram tudo. Nem sequer enfrentam a primeira ventania e já acham que passaram por um furacão. Desistem antes de valer a pena, desacreditam antes de terem algo real para acreditarem, amam antes da construção ficar pronta, deixam tudo pela metade, deixam pessoas pela metade, e algumas coisas para alguém consertar.Eis a parte difícil do amor, você precisa derrubar algo, limpar o entulho e construir novamente. Ou, pode simplesmente, começar de onde pararam e arriscar que o prédio caia antes que esteja erguido.
sábado, 15 de setembro de 2012

Ela era feita de teimosia, drama e uma doçura sem igual. Era especial. Carregava em si um pote de ouro. Embrulhada em saudade, era uma verdadeira raridade. As modinhas não seguia, os amores não iludia, era ela mesma, sem precisar pisar ou envergonhar ninguém. Ela não sabia, mas era uma pedrinha preciosa, escondida em seu mundo surreal.

Satisfação não é viajar pra lugares distantes, é conhecer quem você tem por perto. Pontualidade não depende de um carro veloz na garagem, depende se você saberá chegar no momento exato. Ser bem sucedido não depende apenas de um bom emprego, depende se você fará aquilo que ama fazer. Alegria não é sorrir por algo, é sorrir mesmo quando os motivos faltam. Superação não é levantar depois de uma queda, é erguer todos que tropeçaram no mesmo buraco. De nada adianta ter muitas conquistas se você não tiver com quem compartilhar. Ser feliz não tem nada a ver com o que você leva no bolso, mas sim, quem você carrega no coração.

Ele pode te ignorar quantas vezes ele quiser, pode fazer você querer se fechar de tudo, pode fazer você se odiar por perdoar tantas vezes, pode te fazer se sentir idiota e também pode fazer da sua vida um estardalhaço de confusões e dúvidas. Mas sabe o que é? É dele que você gosta. E é com ele ao seu lado que você imagina passar a sua vida inteira.

Ela tinha fé, esperava o seu príncipe encantado como qualquer outra princesa. Mas ela odiava fadas, e não tinha um belo vestido rosado. Não vivia no calabouço de uma torre, não tinha um dragão como guarda, nem era dona de belas tranças ou sapatilhas de cristal. Mas, ela chorava todos os dias por não ter um feliz para sempre. Ela chorava, por não ter mais o brilho nos seus olhos. Esperava por um sorriso que viesse pra iluminar os seus dias escurecidos. Esperava por alguém, que lhe tirasse essa mágoa do peito, e lhe fizesse esquecer que tem uma vida desmoronada.
“A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (…) Receio que não possa me explicar Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema: Posso explicar uma porção de coisas… Mas não posso explicar a mim mesma.”
~ Alice No País das Maravilhas
segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Esperava sim, por alguns reencontros. Algumas oportunidades para falar. Outras chances para lembrar. Isso é meio estranho, admito. Você passa anos para esquecer-se de alguém, enquanto, ao mesmo tempo, cria diálogos e espera, por um dia qualquer, sentados em um banco de praça, rindo como se nada tivesse acontecido, como se ninguém tivesse partido.

Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.

Sou ciumenta sim, insegura, confusa, medrosa e um pouco complicada. Um pouco não, bastante. Eu falo de amor, escrevo sobre dor e sinto saudade. Tenho medo do escuro e gosto de ficar sozinha. As vezes. Eu me perco, eu me acho, eu me escondo… Eu riu atoa e choro também. Eu falo sobre você e acima de tudo, eu amo, o amo, te amo. Mas ainda há tantas coisas aqui dentro que ninguém nunca soube.
domingo, 9 de setembro de 2012

Primeiramente se ame. Goste do seu corpo, da sua voz e do seu jeitinho. Aceite a mania que você tem de se apegar ou se desapegar. Goste do seu cabelo seja ele ondulado, crespo, liso, enrolado… Fique contente ao se vestir, pois você se veste para si mesmo; para se agradar. Goste do seu andar e do seu falar. Seja sua voz fina, grossa, roca, ou de qualquer outra maneira.Goste do seu andar seja ele torto, reto, apressado ou lento. Ame o seu peso, e caso não se contente, se esforce até gostar. Se contente com sua altura. Se contente com você e com o seu eu. Se contente com seus jeitos e manias.Goste do seu sorriso, pode ser tortinho, amareladinho, mas sorrir faz parte da felicidade. Goste da maneira como gesticula ou como pega gírias rapidamente. Goste de sua mania de sentir. Goste da sua maneira de demonstrar ou não o amor. Goste de você. Ame a si mesmo. Ame. Ame mesmo. Se namora, para depois pensar em amar outro alguém.
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