quarta-feira, 12 de janeiro de 2011





É fácil fingir, difícil é manter a farsa. É manter um sorriso quando aquele inesperado acontece, é manter a boca fechada, as mãos no bolso ou na lapela, quando a sua vontade é lutar, xingar, escorraçar aquele modelo de dissimulação. Ter uma atitude “superior” dói, ainda mais quando nem você mesma acredita na máscara que coloca de manhã. Tem dias que a gente sente, como se estivesse do lado de fora do corpo, “como quem partiu ou morreu”, já dizia Chico. Essa noite eu me sinto assim, mas sem a partida, o que é pior. Ver de perto, tapa ardido na cara, orgulho ferido. Mas eu sou bem forte pra sair dessa situação que entrei, eu sei. Tão forte como fui pra entrar. Mas agora não, agora eu quero silêncio, limpar as feridas… a cicatrização vem depois.

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