sexta-feira, 4 de novembro de 2011



Ela pede um café na esperança que derreta todo o gelo que lhe há por dentro. Despreza demais problemas e costuma não olhar pra o caos dentro de si. A dor que carrega, o sorriso que mostra, a astúcia ocultada nas palavras, se rebelam contra a falta de percepção das pessoas. Mil pessoas passam ao seu lado e todos acreditam no que ela finge ser. E quando cai a noite ela se deixa sentir e chora, desaba e ninguém vê. Ela não se permite. E quando o sol raia, deixa os sonhos no travesseiro, e deixa o vento secar-lhe as lágrimas. Desenha o sorriso no rosto e sai, convence a todos de um entusiasmo aparentemente falso […] Mas se dá de graça, a quem descobrir sua farsa”.

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