terça-feira, 8 de maio de 2012

 


Serei uma eterna criança, a infância corre em minhas veias, sinto saudade daquele época em que eu podia me sujar de sorvete e ninguém brigava comigo, apenas achava “fofinho” eu toda lambuzada. Eu brincava com minhas bonecas fazendo a voz delas, e inventava mil e uma brincadeiras, tudo ficou para trás. Sinto saudade daquelas brincadeiras antigonas, tipo: pula corda, ciranda, passa anel… entre outras que me divertiam um bocado. Hoje em dia fico trancada no quarto escrevendo em folhas que um dia serão esquecidas num canto qualquer do meu futuro, linhas sendo preenchidas por uma dor em vão, uma saudade angustiante. Não sei se lá fora no mundo existem diversões que eu me encaixe, creio que não, pois não gosto de bebedeiras e afins, e é assim que as pessoas se divertem. Se não fosse o tão desejado “ser gente grande”, eu desejaria ficar eternamente no meu mundinho de contos de fada, mas tudo passa, tudo fica para trás, tudo muda, e isso causa muitas angústias, muita saudade, muita dor. Mas em meu coração, serei uma eterna criança, ainda gosto de brincar, gosto de me lambuzar com doces, e gosto de ir em festa de criança, se fosse possível brincaria das antigas e me sentiria leve como uma pluma, mas julgam até mesmo aquilo que não faço. Todos me vêem como uma adulta formada, mas para dizer a verdade ainda tenho meus medos, aquele medo do escuro, medo do bicho papão, mas hoje em dia os monstros debaixo da cama saíram e se tornaram o tal “ser humano” que só destrói o mundo. Será que seria hipocrisia de minha parte querer criar o tão desejado teletransporte? Poder reviver todos os momentos felizes, reviver uma vida sem problemas, o único problema era acordar cedo e conseguir pegar meu desenho preferido passando. Eu acredito que quem quer, pode ser criança eternamente, porque em meu pensar é ter na mente, e isso ninguém lhe tira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário