
“Quantos sorrisos, quantas risadas, quanto tempo, quanta mudança.Quanta coisa perdida, quanto segredo revelado, quanta frase mal dita, quantos corações quebrados. Quantos dias, quantas horas, quantos meses. Quanta coisa mal interpretada, mal agradecida, despercebida, ignorada. O tempo tem voado, devagar, mas escapando, aos poucos, do nosso alcance. Quanta coisa de lá para cá, quanta coisa de cá para lá. Amadurecimento, perda da inocência, coisas que sequer pedimos para ter, e com o tempo, com dias, com anos, ganhamos. Quanto arrependimento, quanto problema superado. Hoje é passado, amanhã é ultrapassado, nada tem permanecido em nossas mentes. O consumo, a ganância e a inveja tem nos consumido, nos destruído.Julgamentos desnecessários, verdades esquecidas. Saias curtas, mentes pequenas. Mentes grandes e pouco reconhecimento. Nada tem valido à pena, nada tem merecido a reverência. Caminhos esquecidos, pessoas perdidas, juventude perdida. O que tem acontecido? O que aconteceu? Casas que só servem de moradia, ensinamentos e bases, lares feliz e necessários, inexistentes.Onde a essência foi parar, onde os livros foram se esconder? Escolas que não ensinam, amigos que se afastam. Decepção decorrida de alegria. Alegria decorrida de decepção. Felicidade tem variado de nunca. Sinceridade é exótica. Só eu tenho percebido? Só eu tenho ficado enjoada? É meu problema? É algo errado comigo? Nada me agrada mais nada, nem cidade, nem sociedade. A rotina tem me consumido e a mesmice dos alheios também. Sinto o amor perdido, a vida perdida, os elos destruídos. Nós, todos nós, não eramos uma corrente inabalável? Que martelo fabricaram para bater em nossas cabeças? Televisão tem sido mais importante que qualquer outra coisa. Álcool tem sido solução momentânea. Ninguém se conhece ninguém; Ninguém se conhece mais. Capazes de matar para comer, somos estranhos um ao outro. Cadê a respiração? Onde instalaram o chip em vocês? Qual é o erro? Quem é o responsável? Cadê a mudança? Hipócrita, todos nos tornamos hipócritas. Sem salvação, sem porquê. Quanto tempo, quanta coisa perdida, quantas idiotices que eu penso ser a única a ver, quanta coisa. Quanto suicídio interior. Quanta coisa que me sufoca e não me deixa pensar claramente. Falsidade e mentira viraram comida e base para sobrevivência, lágrima alheia virou nossa água, o motivo dos nossos sorrisos e nossa alegria. Celulares substituem livros, baladas substituem bonecas, cigarros substituem pirulitos. Onde foi parar a compaixão, a verdade, e o mundo que todos me disseram que eu iria viver?”
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