
Eu preciso formular novas metas, novos intuitos regenerados e novas formas de aprendizado, das quais quero alcançá-las e torná-las reais. Mas não aquelas que só podem ser cumpridas há alguns anos à frente e nem num futuro distante. Eu preciso do agora, do hoje ao meu favor. Preciso do inimaginável vagar por minha mente, o irreal criar vida e sem mais contestações levantar-me desse chão. O fato em questão é descobrir quem de fato sou, e entender o que se passa em mim que ainda estou aqui, da mesma forma que antes. Preciso saber o que me prende nessa vida insana que se faz normal aos olhares alheios. O que está impedindo-me de caminhar é onde necessito chegar, até por fim ver-me livre de tanta incompreensão e conseguir restaurar meu próprio intimo. Eu preciso saber de tantas coisas.Preciso me entender e compreender essa minha nostalgia de tudo o que passo. Preciso descobrir quem é esta menina que vive em uma casca de garota fria e ao mesmo tempo de garota frágil, quero entender porque sou tão eclética, porque insisto tanto em coisas bobas, eu preciso saber de tantas coisas que as vezes eu caio em um abismo cheio de duvidas e no final não tenho a resposta para nenhuma delas. Contraditoriamente do que pensei eu mudei. Contraditoriamente do que eu pensei o tempo passou, e as coisas mudaram. Eu mudei, eu amadureci. Já não vejo a vida naquele mesmo sentido de antes. Seria realmente muito bom voltar ao tempo e quem sabe consertar algumas coisas que ficaram com seu sentido incerto. Mas não será. As coisas não estão boas e mesmo assim eu ainda fico insistindo. Tudo isso me corrói, e muito. Mas agora é diferente, eu não me iludo mais, eu sei das consequências, não me dou a luxo da ingenuidade, agora é diferente porque eu sei realmente em que chão estou pisando, e mesmo assim vou em frente. Eu simplesmente perdi o medo de errar, mas isso não muda o fato de que ainda me machuco, pois não sou de ferro, por mais que tento ser. Sabe aquela paranoia ”e se não der certo?” não me importo mais. Se não der certo, anota aí no caderninho das decepções, talvez mais tarde tiro de experiência. Mas ninguém comete o mesmo erro duas vezes, porque a segunda vez não foi um erro, e sim uma escolha. Se escolhi segui esse caminho, mesmo sabendo do chão de brasa e meus pés fracos demais pra aguentar, eu tenho que arcar com as consequências. A mudança não foi em parar de errar, isso é inalcançável, a mudança foi em reconhecer o erro e aprender com ele
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