Nos braços da minha infância eu regozijo minha inocência vencida pelo prazo de validade. Os datados retrocedem dias épicos ao meu histórico de viveiro correspondente à insanidade dessa metamorfose que transtorna minha estrutura mutável. Desde os fios do meu cabelo que foram incessavelmente cortados pela lâmina do barbeiro até a logística do meu funcionamento em interpretar o que é vida. Minha infância foi parasitada por influências midiáticas como o querido papai-noel, porém a doçura de protagonizar sonhos era mais que uma fé, era uma idealização fugitiva dos métodos árduos demais que aprendi em casa e na escola. Tão doce quanto algodão doce, tão psicodélico quando meu sensorial lícito à utopias indisponíveis. Minha construções que outrora eram livres, transportam-se a uma ditadura arquitetônica, planejada. Ou me condeno ao castigo de passar fome por viver como um ascético em busca da paz interior. Aflição em gradual crescente. A dor rasteja a beleza pelos cabelos e esmaga a podridão dos seus órgãos, externizando ossos. Porque a dor condena a superficialidade da beleza com um ponto de razão, é tudo externo. A feiura contracena sua hipocrisia quando a infância se esvai. Toda a beleza mora no sorriso de uma piada boba ou na lágrima de um cotovelo ralado. Toda a beleza argumenta sua existência e prefere por habitar almas que ainda não descobriram o que são transtornos de um humano.

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